Escuteiros da Europa
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A Igreja e o Escutismo
A Associação das Guias e Escuteiros da Europa – Portugal, é um movimento de educação Católico, integrado na União Internacional das Guias e Escuteiros da Europa – Federação do Escutismo Europeu. Esta União Internacional é uma Associação Privada Internacional de Direito Pontifício, reconhecida, confirmada e com os estatutos aprovados pelo Pontifício Conselho para os Leigos. No Decreto dado no Vaticano, a 26 de Agosto de 2008 por Sua Eminência o Cardeal Stanislaw Rylko, justifica-se o reconhecimento pontifício, dado o “desenvolvimento conseguido pela União desde o seu reconhecimento, ajudado pela preciosa contribuição trazida pelo método educativo do escutismo ladeado pela Fé Católica para a formação de novas gerações de jovens”.

A conaturalidade do método escutista com a religião é clara desde o início do escutismo. Como escreveu o Lord Baden-Powell “O Escuteiro é um crente e eu repudio toda a forma de escutismo que não tenha a religião por base”. Segue esta orientação original a Associação das Guias e Escuteiros da Europa – Portugal, que é um movimento escutista de educação Católico, aberto eventualmente a outras confissões cristãs, dentro das condições fixadas no Directório Religioso da Associação das Guias e Escuteiros da Europa – Portugal.

Como associação de leigos cristãos, necessita, deseja, e tem direito à colaboração de Conselheiros Religiosos. Esta desejada colaboração é especificada no Directório Religioso. Em primeiro lugar sublinha-se o carácter confessional e eclesial das diversas unidades, de modo a promover uma correcta e global formação dos seus membros. Diz o Directório Religioso: “O pleno desenvolvimento religioso dos jovens exige portanto, que os seus chefes pertençam à mesma Igreja que eles, professem a mesma doutrina, participem na mesma vida litúrgica e sacramental. Por isso é que a AGEEP considera uma situação normal a constituição de Unidades, Grupos, Distritos e Províncias confessionalmente homogéneos, espiritualmente animados e guiados pelas suas Igrejas, tanto no plano local como à escala nacional”.

A consequência desta identidade eclesial das unidades é a natural necessidade do ministério específico de membros do clero (os Conselheiros Religiosos) da Igreja cuja fé é professada pela unidade: “Os chefes, de todos os escalões, têm o dever de favorecer o ministério dos Conselheiros Religiosos junto dos jovens que lhes são confiados”.

Segue-se um ponto não menos importante para a eficácia pastoral do ministério dos Conselheiros Religiosos. Diz o Directório: “É importante que os Conselheiros Religiosos aprofundem o seu conhecimento do método escutista, de forma a ter em conta, na sua pastoral, as especificidades próprias do escutismo e do guidismo, velando para que não se substituam aos chefes laicos”. Neste sentido, não basta ser um bom ministro da Igreja (o que se deseja e supõe). Pede-se também que o Conselheiro Religioso entre com humildade, respeito e genuíno interesse no mundo do escutismo de modo a ter um ministério credível e eficaz. Recorda-se também aos Conselheiros Religiosos que o seu ministério deve promover e estimular nos jovens a consciência de que estes são “sujeitos activos que tomam parte na evangelização e na renovação social do mundo que os rodeia”.

Seguem-se algumas indicações concretas para o exercício do ministério dos Conselheiros Religiosos: “Em todas as ocasiões, - tanto no decorrer de acampamentos e actividades que reúnam ocasionalmente Unidades ou Grupos pertencentes a Igrejas diferentes - devem ser concedidos todos os meios aos conselheiros religiosos para que possam encontrar os jovens no lugar próprio do campo, participar em cerimónias, refeições, veladas, fogos de conselho e reuniões de toda a espécie. Os chefes de campo deverão recordar-se que o seu primeiro dever é favorecer a vida espiritual daqueles que estão sob a sua responsabilidade e de zelar para que os mesmos participem nos ofícios religiosos segundo as regras da sua confissão. Tomarão todas as medidas úteis para que a Missa seja assegurada, pelo menos em cada Domingo para os católicos (e mesmo se possível, em campo, todos os dias), que seja celebrada a Divina Liturgia para os ortodoxos e os cultos para os reformados. As celebrações litúrgicas assim como os cultos não serão celebradas em comum. As reflexões doutrinais relativas às questões ecuménicas devem ser feitas segundo as normas das Igrejas respectivas”.

Por tudo isto o papel do clero na Associação das Guias e Escuteiros da Europa – Portugal é uma oportunidade e um desafio. É uma oportunidade para a Associação porque esta encontra no ministério dos Conselheiros Religiosos um precioso e insubstituível contributo para a missão educativa global a que se propõe, e desafio porque desta forma a Associação se abre à dimensão eclesial e universal. É uma oportunidade para os Conselheiros Religiosos porque estes encontram aqui um campo imenso de trabalho apostólico, mas é também um grande desafio porque lhes é pedida uma imersão no método escutista.


Padre Fernando António, sj
       
 
 
 
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